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Globalização e Regionalização

 

São consideradas áreas prioritárias identificadas para o desenvolvimento de ações que devem acompanhar o processo de integração:

  1. a formação da consciência social favorável ao processo de integração,
  2. a capacitação de recursos humanos para contribuir para o desenvolvimento econômico e
  3. a harmonização dos sistemas educativos.

O fim da 2ª guerra mundial trouxe à tona uma nova economia capitalista mundial.

Os países perdedores viram-se na dependência econômica norte-americana, enquanto os Estados Unidos emergiam como uma potência econômica credora, portanto era o país que determinava o novo sistema monetário internacional, conhecido como dólar-ouro.

Atravessamos a um processo de globalização e regionalização. Este processo está acompanhado pelo avanço da revolução científico-tecnológica, pela democratização crescente da sociedade e pela constituição de blocos geo-culturais. Como nota característica das últimas décadas, estão sendo formalizados acordos de integração entre países, fortalecendo a convicção de que os atores de peso no século XXI serão os blocos continentais.

Neste marco internacional, na América Latina, está sendo valorizado o ideal da integração continental. Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai decidiram iniciar um caminho de integração através da assinatura do Acordo de Constituição de um Mercado Comum - MERCOSUL.

 

Os governos dos quatro Estados Partes subscreveram o Tratado de Assunção com o propósito de:

  1. Acelerar os processos de desenvolvimento econômico, com justiça social, na Região, através da integração.
  2. Criar um mercado comum que amplie as atuais dimensões de seus mercados nacionais, mediante a livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os países e o estabelecimento de tarifas externas comuns.
  3. Alcançar uma adequada inserção internacional para os quatro países, mediante a consolidação de um grande espaço econômico.
  4. Promover esforço progressivo no sentido da integração da América Latina, conforme os objetivos do Tratado de Montevidéu de 1980.
  5. Promover o desenvolvimento científico-tecnológico dos Estados Partes.
  6. Modernizar as economias para ampliar a oferta e a qualidade dos bens e serviços disponíveis, a fim de melhorar as condições de vida das populações.

 

 

6.1 - América Latina e a Nova Ordem Mundial

 

 

A nova Ordem Mundial

Formação de megablocos geo-economicos no Norte do Equador (CEE, NAFTA e APCE)

Associação Cooperativa Econômica dos Países da Ásia –Pacificação/Regionalização Aberta, e a formação de micro blocos no Sul do Equador (Mercosul e revitalização da ALADI, do Pacto Andino, do MCCA, da Caricom, do SELA, da Cooperação Amazônica, dos Acordos Bilaterais)

Estes fatores estabeleceram uma nova modalidade de articulação político/econômica entre os países do Norte e do Sul

 

O capitalismo da Pax Americana visa substituir e transferir os investimentos dos países em desenvolvimento para países de transnacionalização de economia capitalista;

Sempre que os Estados Unidos da América passam pôr problemas de ordem política ou econômica estes são transferidos para os países em desenvolvimento, originando nestes graves problemas sociais que se refletem na formação educacional de seus povos, pela necessidade de sobrevivência, transformando-se assim num dos principais complicadores da regionalização pretendida.

O Nafta, a CEE e a APEC, sintetizadoras de três modalidades de capitalismo ( Pax : Americana, Européia e do Pacífico) apresentam graus diferenciados de racionalidade formal, de liberdade e de igualdade;

A Pax Americana desenvolveu, entre 1950 a 1970, uma horizontalização da divisão internacional do trabalho, buscando concentrar os investimentos de capitais e a expansão da base produtiva entre os países do Norte/Norte, mais que entre os países do Norte/Sul, provocando uma perda do dinamismo no intercâmbio entre os países desenvolvidos e os do 3º mundo.

(...)o futuro social e político dos países depende da revolução educacional. E esta só poderá ser deflagrada quando o debate sobre o ensino público tiver seu eixo finalmente deslocado para as questões essenciais: como universalizar a educação básica, para que realmente possa beneficiar os segmentos mais desfavorecidos da população(..). ( Educação para a Democracia – TSE ) *

(..) faltam critérios mais justos na distribuição dos recursos públicos para a educação. Em vez de privilegiar os segmentos mais desfavorecidos da população, eles atendem às necessidades das faixas de renda mais altas...

(...) "Os registros refletem uma média de altos níveis de escolaridade dentro de uma minoria de lares ricos e de baixos níveis em grande número de lares pobres", afirma a vice-presidente do BID, Nancy Birdsall (...)*

*( jornal o Estado de S. Paulo – agosto de l998 – Internet )


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