Make your own free website on Tripod.com

A integração educacional na América do Sul

 

Se os créditos e o subsídios para a demanda parecem ter sido descartados como formas da política educativa latino americana dos anos 90, a mesma estruturou-se basicamente em três elementos que, apesar das suas diferenças de aplicação política, são comuns aos países do região: a autonomia institucional, os métodos didáticos novos e a avaliação. ...os três puseram em análise a tradição de simultaneidade sistêmica que ostentava a escola moderna.

Com o fim de alcançar a formação integrante do educar, cada estabelecimento deverá elaborar um plano educacional e pôr em prática um Projeto Educacional Institucional – PEI (...)

RELEA Revista Latino Americana de Estudos Avançados – (Venezuela) – 5/98 pgs. 48 e 49

 

Um dos graves problemas a serem resolvidos nesta década é o de ajustamento dos padrões de ensino relativos aos países do Mercosul;

Como é interesse destes o intercâmbio de profissionais, além do comércio, será necessário que os currículos universitários do países aliados sejam pelo menos semelhantes para que possa ocorrer esse intercâmbio;

As situações dos sistemas educacionais dos países do Mercosul mais ou menos se eqüivalem, ou seja, houve uma aceleração no número de matriculados em Universidades sem que estas se ajustassem corretamente ao que precisa ter como mínimo de preparação curricular;

O problema colocado é o de como dar crédito a diplomas outorgados pelas universidades dos distintos países se não existem normas ou mecanismos de controle de cumprimento das mesmas, combinadas entre elas.

É provável ( e fatal que ocorra ) que levaremos anos para um ajustamento adequado, porém se este ajustamento não for imediatamente acionado, o problema se agravará em decorrência do próprio intercâmbio crescente derivado do Mercosul;

 

 

Programas Universitários

 

"A avaliação e crédito da qualidade dos programas universitários é questão crítica, aparentando ser a mais urgente de ser solucionada com vistas a integração Mercosul

No Uruguai e na Argentina, como impedimento à qualificação do corpo docente universitário, além da falta de cursos de pós-graduação, não deve ser negligenciado o fato de que poucos são os professores incorporados plenamente à carreira universitária, e que institucionalmente realizam pesquisas. Enquanto no Brasil trabalham em regime de dedicação exclusiva 44% dos professores, na Argentina este número cai para 10% e no Uruguai 4%..

Embora faltem dados precisos sobre sua estrutura universitária, no Paraguai, acompanhando a reflexão de Nuñes (1994, pág. 220), "(...) la deficiência mais importante reside na escassez de professores de bom nível, o que dificulta qualquer plano de melhoramento acadêmico (...)" História da Educação, Cinthia Pereira de Sousa pg. 118

 

 

Formação da Consciência Social Favorável ao Processo de Integração

 

Os países integrantes do Mercosul, pela sua conformação cultural, e por serem um conjunto de povos que têm uma trajetória de vida compartida, provavelmente deverão ter um destino comum.

Nessas condições e com essas características, pode-se dizer que esses países constituem uma comunidade "natural" que se distingue frente a outros blocos que se organizam a partir de razões econômicas, comerciais, estratégicas ou geográficas.

Possuem suas peculiaridades, das quais decorrem situações e problemas diversos bem como soluções também diversas, portanto, não se deve deixar que as características comuns sobrepujem a visão de seus destinos.

É evidente que, sobrepondo-se a essas diferenças do sentido nacional de cada cultura e da consciência da própria originalidade, existem problemas comuns que dão a esse conjunto de nações a singularidade de uma comunidade de povos. Essa comunidade deve recriar suas potencialidades para alcançar um peso significativo no âmbito internacional, principalmente no novo mapa geopolítico em surgimento.

As situações dos países da América Latina mais ou menos se igualam em termos de problemas. Além da necessária "consciência dos responsáveis por eles, é necessário que as pessoas e as próprias Universidades busquem a solução para esse problema.

 

A maior parte das reuniões do Mercosul, visando a educação, giram em torno do tema "universidade"; a educação básica quase que é posta de lado, ou quase não é discutida, dando a impressão que o assunto educação fundamental é temerário ou muito complexo para ser debatido.

 

Baseado na premissa que educação é um fator fundamental no processo de integração regional, cursos educacionais ao nível básico serão reconhecidos (exceção aos cursos técnicos) através dos estados componentes como estando no mesmo nível para todas as nações. Para viabilizar a continuidade do processo de educação, certificados que provam conclusão de curso emitidos por uma instituição oficial atribuída em um dos estados membro serão válidos em todos os outros estados do grupo.

 

 

Comissão Técnica Regional

 

Com o fim de harmonizar os mecanismos conciliadores desse credenciamento de estudos e atender situações não previstas, criou-se uma Comissão Técnica Regional que inclui delegações dos ministérios de educação de cada país. Os locais de reunião serão estabelecidos em um sistema de rodízio de países.

Qualquer divergência entre os países por descumprimento, ou divergências de qualquer espécie das normas referentes às providências relacionadas a educação a solução inicialmente será realizada através negociações diplomáticas.

Não se chegando a um acordo total, então recorrer-se-á a um Sistema de Resolução de Disputa. deverá ser praxe que o acordo penda para providências mais favoráveis aos estudantes.


[ Topo da Página ] [ Menu Principal ]

Página Anterior ] Página de Origem ] Próxima Página ]